A tempestade Kristin causou impactos significativos em várias regiões do país, afetando habitações, negócios e a estabilidade financeira de muitas famílias.
Perante este cenário excecional, a banca portuguesa disponibilizou moratórias de crédito como forma de apoio temporário a quem viu o seu orçamento comprometido.
Se foi diretamente ou indiretamente afetado, é fundamental perceber como funcionam estas moratórias, quem pode beneficiar e quais os cuidados a ter antes de aderir.
Tempestade Kristin: que tipo de apoio foi criado pela banca?
Após fenómenos climáticos extremos, como a tempestade Kristin, os bancos costumam ativar medidas excecionais de alívio financeiro. Uma das mais comuns é a possibilidade de suspensão temporária do pagamento das prestações de crédito.
Estas moratórias permitem:
- Suspender total ou parcialmente as prestações
- Ganhar fôlego financeiro durante um período crítico
- Evitar incumprimentos imediatos
Importa sublinhar que estas medidas não são automáticas. É necessário fazer o pedido junto da instituição bancária.
1 – Que créditos podem ser abrangidos pelas moratórias?
As moratórias associadas à tempestade Kristin podem abranger diferentes tipos de crédito, dependendo da política de cada banco. Entre os mais comuns estão:
- Crédito habitação
- Crédito pessoal
- Crédito automóvel
- Crédito a pequenas empresas e trabalhadores independentes
O apoio destina-se, sobretudo, a quem sofreu quebras de rendimento, danos materiais ou interrupções de atividade económica.
Pode consultar informação institucional sobre apoios e enquadramento financeiro no Banco de Portugal.
2 – Como funcionam as moratórias na prática?
Ao aderir a uma moratória, o pagamento das prestações é suspenso por um período definido, geralmente entre 3 e 12 meses.
Durante esse tempo:
- Não paga capital (e, em alguns casos, juros)
- O contrato mantém-se ativo
- O prazo do empréstimo pode ser prolongado
É importante perceber que os valores suspensos não são perdoados. Eles serão redistribuídos ao longo do contrato ou pagos no final, conforme a solução acordada.

3 – Quem pode pedir moratória após ser afetado pela tempestade?
Normalmente, podem pedir moratória pelos danos causados pela tempestade Kristin:
- Famílias com habitação afetada
- Pessoas com perda ou redução de rendimento
- Empresas com atividade interrompida
- Trabalhadores independentes impactados diretamente
Cada banco pode exigir comprovativos, como:
- Declarações de entidades oficiais
- Prova de danos materiais
- Justificação da quebra de rendimentos
4 – Cuidados antes de aderir a uma moratória
Apesar de ser uma solução útil, a moratória deve ser analisada com atenção. Antes de avançar, deve considerar:
- O impacto no custo total do crédito
- O aumento do prazo do empréstimo
- A capacidade financeira após o fim da moratória
Em alguns casos, podem existir alternativas mais vantajosas, como renegociação de condições ou consolidação de créditos.
Informação adicional sobre direitos do consumidor financeiro pode ser consultada na
DECO PROteste.
5 – FAQ sobre a tempestade Kristin e as moratórias bancárias
As moratórias são obrigatórias para os bancos?
Não. São medidas facultativas, definidas por cada instituição.
A moratória afeta o meu histórico de crédito?
Não. Desde que seja acordada com o banco, não é considerada incumprimento.
Durante a moratória pago juros?
Depende do banco e do tipo de moratória contratada.
Posso pedir moratória em mais do que um crédito?
Sim, desde que cumpra os critérios definidos pela instituição.
Existe prazo para pedir a moratória após a tempestade Kristin?
Sim. Normalmente há um período limitado para apresentar o pedido.
A tempestade Kristin trouxe desafios inesperados para muitas famílias e empresas. As moratórias concedidas pela banca surgem como um apoio importante, mas devem ser analisadas com cuidado para evitar impactos financeiros futuros.
Na Maxfinance Urban, encontra acompanhamento especializado para analisar a sua situação, esclarecer dúvidas e identificar a solução mais adequada. Avaliar todas as opções é essencial para proteger a sua estabilidade financeira num momento exigente.