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O que deve saber sobre a entrada para comprar casa antes de iniciar a procura

O que deve saber sobre a entrada para comprar casa antes de iniciar a procura

Last Updated on Outubro 23, 2026 by Maxfinance Urban

A entrada para comprar casa corresponde à parte do preço do imóvel que o comprador paga com capitais próprios, quando o financiamento bancário não cobre a totalidade da aquisição.
Em 2026, perante os limites de financiamento definidos pelas recomendações do Banco de Portugal e os benefícios fiscais disponíveis para determinados compradores, planear a poupança antes de agendar as primeiras visitas é fundamental para garantir uma compra segura e financeiramente sustentável.

Porque é importante avaliar a entrada para comprar casa em 2026

Iniciar a procura de habitação sem conhecer o capital próprio necessário pode comprometer o processo de compra e levar à escolha de imóveis acima da capacidade financeira do agregado familiar.
Em Portugal, as instituições bancárias financiam, em regra, até 90% do menor valor entre o preço de aquisição e a avaliação bancária do imóvel, quando se trata de habitação própria e permanente. Isto significa que, habitualmente, o comprador deve assegurar pelo menos os restantes 10% através de capitais próprios, além dos encargos associados à aquisição.
Existem, no entanto, regimes específicos que podem permitir percentagens de financiamento superiores, nomeadamente a garantia pública destinada a jovens que cumpram os requisitos legais.
Quando calculamos a entrada para comprar casa antes de iniciar a procura, conseguimos identificar benefícios importantes para o processo de aquisição:
  • Clareza sobre o orçamento disponível: definição de um intervalo de preços adequado ao capital próprio e à capacidade de financiamento do comprador.
  • Maior segurança na assinatura do CPCV: avaliação antecipada das condições de financiamento e possibilidade de negociar uma cláusula que proteja o sinal caso o crédito não seja aprovado.
  • Redução da taxa de esforço: uma entrada superior ao mínimo exigido pode diminuir o montante financiado e, consequentemente, a prestação mensal.

Comparação de cenários de financiamento e capital próprio

Para ajudar a compreender a aplicação prática do capital necessário, comparámos dois cenários de aquisição de um imóvel com o valor de 200.000 €.
Parâmetro de análise
Financiamento de 90% (entrada de 10%)
Financiamento de 80% (entrada de 20%)
Capital próprio para entrada
20.000 €
40.000 €
Montante do empréstimo
180.000 €
160.000 €
Prestação mensal
Tendencialmente mais elevada, devido ao maior montante financiado.
Tendencialmente mais reduzida, devido ao menor montante financiado.
Impacto na taxa de esforço
Maior, considerando rendimentos e restantes encargos iguais.
Menor, considerando rendimentos e restantes encargos iguais
Juros totais do empréstimo
Tendencialmente superiores, mantendo as mesmas condições de financiamento.
Tendencialmente inferiores, mantendo as mesmas condições de financiamento.
Os valores apresentados são meramente ilustrativos e pressupõem que a avaliação bancária não é inferior ao preço de aquisição. Não incluem impostos, comissões ou outros encargos associados à compra.

Os riscos de ignorar o planeamento do capital inicial

Na intermediação de crédito, identificamos quatro erros frequentes que podem comprometer uma transação imobiliária:
  • Perder o sinal entregue no CPCV: assinar o contrato-promessa de compra e venda sem confirmar as condições de financiamento pode resultar na perda do sinal, caso o banco recuse o empréstimo e o contrato não preveja uma cláusula de proteção adequada.
  • Ignorar uma avaliação bancária inferior ao preço de venda: se o banco avaliar o imóvel por um montante inferior ao preço acordado, o financiamento será, em regra, calculado sobre esse valor mais baixo, podendo exigir uma entrada superior à inicialmente prevista.
  • Utilizar a totalidade das poupanças: destinar todo o capital disponível à entrada pode deixar o agregado familiar sem margem financeira para obras, despesas de mudança ou situações imprevistas.
  • Recorrer a outros empréstimos para reunir a entrada: contrair um crédito pessoal aumenta o endividamento e os encargos mensais, podendo comprometer a avaliação da capacidade financeira e a aprovação do crédito à habitação.

FAQ

É possível comprar casa sem dar entrada em 2026?

Sim, em determinadas situações.
A garantia pública para jovens até aos 35 anos pode permitir um financiamento até 100% do valor da transação, desde que sejam cumpridos os requisitos legais e que a instituição bancária aprove o crédito.
Este regime destina-se à aquisição da primeira habitação própria e permanente, para imóveis com um valor de transação até 450.000 €, e aplica-se aos contratos celebrados até 31 de dezembro de 2026.
Existem também situações específicas, como a aquisição de imóveis detidos pelas próprias instituições bancárias, em que podem ser aplicadas condições de financiamento diferentes.
Importa recordar que o financiamento a 100% não é garantido e não significa necessariamente que o comprador fique dispensado de todos os encargos associados à aquisição.

A entrada é paga no dia da escritura ou antes?

O pagamento depende das condições acordadas entre o comprador e o vendedor.
Habitualmente, uma parte do capital próprio é entregue no momento da assinatura do contrato-promessa de compra e venda (CPCV), sob a forma de sinal.
O restante montante necessário para completar a aquisição é pago na escritura, juntamente com o valor disponibilizado pela instituição bancária.
O sinal e a entrada não são necessariamente equivalentes, pelo que os respetivos valores devem ser definidos antes da assinatura do contrato.

Os jovens têm isenção de impostos sobre a compra de habitação?

Em 2026, os jovens até aos 35 anos que adquiram a sua primeira habitação própria e permanente podem beneficiar de isenção total ou parcial do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e do Imposto do Selo associado à aquisição, desde que cumpram os requisitos legais.
O benefício depende, entre outros fatores, do valor do imóvel e das condições de elegibilidade do comprador.
Esta medida pode reduzir significativamente os encargos iniciais da aquisição. No entanto, importa considerar que o Imposto do Selo incidente sobre o crédito à habitação constitui um encargo distinto.

Como juntar o valor para a entrada para comprar casa de forma mais rápida?

Para reunir o valor necessário para a entrada para comprar casa, comece por definir uma meta de poupança realista, tendo em conta o preço dos imóveis que pretende adquirir e os encargos adicionais da transação.
Estabeleça um plano de poupança mensal, reveja as despesas fixas e identifique oportunidades para reduzir encargos desnecessários.
Pode também avaliar soluções de poupança adequadas ao prazo previsto para a compra, privilegiando a segurança do capital e a facilidade de acesso ao dinheiro quando precisar de concretizar a aquisição.
Planear a entrada para comprar casa é um dos passos mais importantes para garantir uma transação imobiliária tranquila, segura e financeiramente sustentável.
Ao calcular o capital necessário, prever os encargos fiscais e manter uma reserva de emergência, poderá iniciar a procura da sua nova habitação com maior confiança e capacidade de decisão.
A nossa equipa de especialistas em intermediação de crédito está disponível para analisar a sua situação, simular diferentes cenários de financiamento e acompanhar todo o processo junto dos bancos parceiros.
Maxfinance Urban

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